O dia em que não me casei com Príncipe William

Sexta feira à noite. Liguei a televisão, sentei à mesa da cozinha com uma xícara de café, acompanhando sem interesse as notícias. Mas ao ouvir “Príncipe William”, uma força maior me fez largar meu café e prestar atenção na TV. Não se deixa de prestar atenção quando o assunto é o segundo da linha do trono britânico, Prince William of Wales.

Os repórteres falavam tudo sobre o casamento do príncipe, na próxima sexta-feira, e eu queria apenas afundar na xícara de café. Pensamentos como “Ele vai mesmo casar sem eu tê-lo conhecido antes?” e alguns xingamentos direcionados à futura princesa de Gales perpassavam minha mente. Eu sabia que deveria ter saído, ido a alguma festa ou só dar uma volta. Ou quem sabe dormir. Mas é deprimente saber que o sonho William Arthur Philip Louis é – ou melhor, será -, oficialmente inalcançável em poucos dias.

Então me ocorreu que Kate Middleton, após a celebração do matrimônio, deixará de ser uma plebéia. Filha de uma ex-aeromoça e de um ex-piloto, diplomada pela Universidade de St. Andrews, na Escócia, Catherine nasceu humilde e o será até o próximo dia 29. E toda a depressão repentinamente desaparece sob a luz de uma esperança: eu sou plebéia! Eu vou me formar um dia! Eu posso conhecer um príncipe!

E foi aí que senti meus olhos brilhando. Claro que isso tudo exige uma combinação muito bem feita de sorte, e timing. E depois inteligência e muita coragem, afinal, ser parte da família real é um grande peso para as costas de meros mortais como a que vos fala. Porém, é evidente que tudo depende de estar no lugar certo, na hora certa. Assim como Kate estava na mesma universidade de William, oito anos atrás. Timing.

Com esse pensamento, a depressão finalmente me deixou em paz, levando consigo a vontade de me afogar no meu café e todas as ofensas que eu queria dizer à futura princesa. E o dia em que não me casei com Príncipe William de Gales se tornou o dia em que eu percebi que sua alteza real, Príncipe Harry de Gales, ainda está no mercado!

 Autora: Natália Huf, 2A.


Aquele momento estranho em que você posta seu próprio texto… Só queria agradecer a ideia que a Lari linda me deu naquela sexta-feira em que eu assitia ao Globo Repórter, então, obrigada! 😀

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. gabriela
    maio 05, 2011 @ 20:18:47

    eu nunca quis ser uma princesa. sou normal?

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  2. Carol
    maio 05, 2011 @ 20:28:46

    HAHA Adorei o texto.
    Eu já quis ser princesa, mas sei lá… é um fardo muito grade pra carregar. Prefiro um guitarrista ou algo assim. HAHAHA

    Responder

  3. Larissa Bottega
    maio 05, 2011 @ 22:47:18

    Por nada Nati 🙂 Adorei a crônica, ficou muito boa, sério! Mas agora, se cuide que a Pippa pode estar de olho nele. hahaha xD

    Responder

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