A bromélia encantada

 

Lavínia era uma moça jovem e muito bonita, adorava flores e por isso saía sempre passear no parque onde havia muitas delas. Tinha costume de sair no final da tarde, passear durante o crepúsculo e voltar quando estivesse escuro.

Há dois meses, Lavínia saiu como de costume em direção ao parque. Admirava incansavelmente todas as flores, mas nunca se atreveu a arrancar uma. Mas dessa vez, uma bromélia lhe chamou muito a atenção. Ela admirou a flor e a colheu. Logo depois se arrependeu do que tinha feito, pois acabara de condenar uma bela flor à morte.

No caminho de volta para casa, se perguntando por que fez aquilo, Lavínia admirava a flor até perceber a presença de outra pessoa vinda em sua direção. Não sabia identificar se era um homem ou uma mulher, pois usava uma capa preta com capuz e andava de cabeça baixa, sem contar que naquela calçada por onde passavam havia poucas luzes e se viam muitas sombras.

Com passos longos e curtos, a moça continuou seu caminho. Cada vez que se aproximava mais daquela pessoa, mais medo sentia. Lavínia olhou em volta e não viu mais ninguém. Então, resolveu atravessar a rua deserta. Quando chegou ao outro lado, já era hora da estranha pessoa a ter alcançado se ainda estivesse daquele lado. Ela então olhou naquela direção e não havia ninguém lá.

Amedrontada, olhou para todos os lados e não enxergara ninguém. Decidiu apurar seu passo seguindo seu caminho. Foi então que Lavínia sentiu uma mão segurar seu ombro. Assustada, olhou lentamente e viu uma luva preta. Virou-se rapidamente para trás querendo ver de quem pertencia àquela mão que usava luva no verão.

Um Ser, cujas características jamais foram vistas por qualquer ser humano, disse a Lavínia que ela fora condenada por arrancar a pobre bromélia. O Ser, explicou a ela que não era apenas uma bromélia qualquer. Aquela era a guardiã de todas as flores e, portanto o a protetora delas, e que agora com a flor fora daquele jardim, pragas destruiriam todas as flores, as árvores e toda vegetação que vivesse ali. E essa mesma praga, destruiria o povo do tal Ser.

Lavínia sem entender muito do que a explicara o Ser, seguiu com ele a um lugar que desconhecia, e de lá nunca mais retornara.

Autora: Karolyne Viebrantz, 3A.

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